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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Macri promete reconstruir casas de 20 mil desalojados na Argentina


Da EFE
Presidente Mauricio Macri visita áreas afetadas pelas enchentes em Concordia, na Argentina (Foto: STR/Argentinian Presidency/AFP)Presidente Mauricio Macri visita áreas afetadas pelas enchentes em Concordia, na Argentina (Foto: STR/Argentinian Presidency/AFP)
O presidente da ArgentinaMauricio Macri, prometeu neste domingo (27) ajuda para reconstruir as regiões afetadas pelas inundações que atingiram o nordeste do país e deixaram mais de 20 mil desabrigados.
Mais de 160 mil pessoas ficaram desabrigadas por causa das inundações que afetam Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Fortes chuvas atribuídas ao El Niño provocaram o transbordamento dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, na região das fronteiras entre os quatro países.
"Saibam que não estão sozinhos", disse Macri no início de sua primeira entrevista coletiva à frente do comitê de crise instalado pelo governo para supervisionar o problema, durante visita à cidade de Concordia, uma das mais afetadas pelas fortes chuvas.
O presidente, que foi forçado a interromper suas férias no sul do país, destacou a coordenação entre as autoridades nacionais, provinciais e locais, agradecendo também aos gestos de solidariedade dos argentinos em vários pontos do país.
Em menos de 72 horas, a organização Rede Solidária recebeu 55 toneladas de doações, especialmente roupas, água potável, fraldas e produtos de limpeza para serem repassados aos desabrigados.
Nos centros de desalojados de Concordia, alguns moradores da região revelam que essa foi a quinta vez que as enchentes levaram todos seus pertences. No entanto, a maioria não se lembra de uma alta tão grande do Rio Uruguai, considerada a pior em mais de 50 anos, que deixou grande parte da cidade inundada.
Família busca abrigo no topo de casa inundada em Assunção, Paraguai, neste domingo (27) (Foto: REUTERS/Jorge Adorno)Família busca abrigo no topo de casa inundada em Assunção, Paraguai, neste domingo (27) (Foto: REUTERS/Jorge Adorno)
Com o objetivo de minimizar futuras inundações, Macri prometeu que solucionará o problema de forma definitiva assim que o nível do rio voltar ao normal, com a construção de barragens para evitar a acumulação de água em caso de tempestades.
Por enquanto, o fim das chuvas estabilizou a alta dos rios em toda a região nordeste da Argentina, evitando que novas pessoas deixem suas casas.
Macri prometeu pagar 66% da construção de casas para os afetados e não descartou recorrer a financiamento no exterior se necessário. O presidente afirmou que a gestão anterior, de Cristina Kirchner, "gastou até o que não tinha". Por isso, pediu paciência para obter os recursos necessários para ajudar os desalojados.
Além disso, Macri pediu aos argentinos para cuidarem do meio ambiente "consumindo a menor quantidade de energia possível, menos água e reciclando lixo". "Essa alta, essas chuvas, têm a ver com isso, que descuidamos do meio ambiente", frisou.
Dilma Rousseff durante sobrevoo a áreas afetadas pelas enchentes no RS (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Dilma Rousseff durante sobrevoo a áreas afetadas
pelas enchentes no RS (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Países vizinhos
A situação é mais grave no Paraguai, onde 130 mil pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas, segundo a Agência de Informacion Paraguaya. O presidente Horacio Cartes declarou estado de emergência no país e, segundo o jornal “El País”, destinou um orçamento especial de US$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões) para ajuda aos desabrigados.
No sábado, o número de municípios brasileiros afetados pelas inundações subiu para 40. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, há 2.204 famílias atingidas, das quais 1.801 estão desalojadas - em residências de familiares e amigos - e 153 estão desabrigadas - recolhidas em um local fornecido pelo Poder Público.
Doze prefeituras decretaram até sábado situação de emergência: Liberato Salzano, Trindade do Sul, Nonoai, Santo Ângelo, São Miguel das Missões, Guarani das Missões, Roque Gonzáles, Cândido Godói, Uruguaiana, Quaraí, Passa Sete e Não-Me-Toque .
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